terça-feira, 5 de abril de 2011

2ª Apresentação (5ª série)

As Paisagens Captadas pelos Satélites

Apresentação para ensino fundamental. 6º ano (5ª série) da Escola Ana Rodrigues de Liso - Proposta Curricular do Estado de São Paulo
Prof. Paulo Matiuzzi

A paisagem
A paisagem é a representação visível de vários aspectos do espaço geográfico.
Segundo ALMEIDA & RIGOLIN (2005), é nas paisagens que estão inseridos todos os elementos presentes no espaço geográfico: os elementos naturais (vegetação, relevo, rios, clima, etc.) e os elementos humanos ou culturais ou sociais (que são os produzidos pela sociedade: carros, edifícios, estradas, etc.).
Quando observamos um lugar, podemos descrever os elementos que formam a paisagem desse lugar: florestas, campos, indústrias, vilas, etc. No entanto, para que essa paisagem possa ser vista como dado geográfico, temos que estabelecer as relações econômicas e sociais, responsáveis pelo "retrato" de um lugar no espaço geográfico (a paisagem). Como conseqüência, as paisagens modificam-se, conforme as relações econômicas e sociais que ocorrem nesse espaço.

Podemos estudar as paisagens através de fotografias e quadros; memória, principalmente perguntando para as pessoas que vivem naquele lugar há bastante tempo as mudanças ocorridas; e usando as imagens de satélite.

As diversas formas de representar uma paisagem
1. De frente: apreensão frontal, horizontal, que normalmente é aquela dos quadros que retratam alguma paisagem. Exemplo: uma aquarela, pintura ou fotografia.

2. Forma panorâmica: apreensão oblíqua, como por exemplo, pode ser a visão de um observador localizado num nível mais alto àquele da paisagem observada. Exemplo: uma fotografia panorâmica.

3. Vôo de pássaro: apreensão por meio de uma visão vertical, que será a paisagem observada de um avião. Exemplo: uma fotografia aérea, uma imagem de satélite, um mapa.

4. Cinética ou cinemática: apreensão da paisagem em movimento, vista da janela de um carro em movimento ou outro meio de transporte que apresente de forma cinemática aquela paisagem. Exemplo: um filme que traga uma paisagem em movimento.

Atividade
Imagine uma paisagem. Imagine agora que você tenha tirado uma foto dessa paisagem, ou seja, você vê os elementos contidos nela de forma horizontal. Como você representaria essa mesma paisagem vista de um balão? Imagine que você seja um satélite que está muito alto em relação à superfície da Terra. Como seria essa paisagem vista do alto? Represente as duas paisagens (a com visão horizontal e vertical), cada uma em uma folha de sulfite. Após orientação do professor, entregue na data solicitada.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ano Novo, Problema Velho. Enchentes e Deslizamentos – Omissão e Descaso para com a população

Vocês já reparam que todos os anos nesta época acontecem as mesmas coisas: enchentes, deslizamentos, buracos nas ruas e rodovias, e segundo os políticos a culpa é sempre dela, da CHUVA. O que eles fazem o ano todo, quando medidas para evitar esses acontecimentos poderiam ser planejadas e trabalhos deveriam serem executados?
Se o rio transborda, obras de aprofundamento poderiam ser realizadas em períodos de seca, quando os mesmos estão com capacidade mínima e este trabalho poderia ser realizado com mais facilidade. Se o esgoto transborda, o problema pode ser a baixa capacidade de escoamento ou o alto número de lixo ou detritos encalhados no mesmo. Simples, há um longo período no ano em que não chove, por que não realizar força tarefa para limpar esses esgotos? Sim, trabalhos conjuntos em Prefeituras e Companias de Saneamento seria iniciativa eficaz para o combate deste problema. Se o problema for na baixa capacidade de vazão, obras para ´´alargamento´´ ou construções de vias extras de escoamento de água em áreas críticas de alagamento. É como construir outra rede de escomanto ao lado da mesma rede de escoamento.
Em nossa região não encontramos com tanta frequência problemas de deslizamento, mas é notícias todos os anos nos principais jornais do país casos de morte em massa de famílias por soterramento. A Defesa Civil de cada município em muitos casos é omissa, e deixa para agir somente depois da tragédia anunciada acontecer.
E todos os anos deparamos com os mesmos discursos: – O problema é o excesso de chuva. – Não estavamos preparados para tanta água. – Só poderemos fazer algo quando a temporada de chuva acabar.
Ano entra, ano vai e sempre as mesmas cenas. ATÉ QUANDO?

Não há sequem um plano de política pública voltada para o combate as enchentes. Não dá mais para aceitar!

PSOL JALES (http://www.psolsp.org.br/jales/?p=78)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Soldados Privados


O alastramento da demanda por serviços de guerras em diversas regiões do globo é um sinal de que a guerra traz lucros. Empresas contratam pessoas para que essas entrem em guerras alheias. São diversas pessoas agindo militarmente em territórios distantes e que na maioria das vezes sabem que combatem apenas pelo dinheiro envolvido, sem saberem as causas do conflito.

O aumento da violência contra civis em conflitos pelo mundo, principalmente no Oriente Médio, é uma forma de retalhação e uma nova forma de guerra. Alvos físicos deixam de ser majoritários nas guerras e atacar civis torna-se uma forma de trazer maiores danos ao inimigo, militarmente superior.

"Em diversos países, as companhias privadas operam como um governo paralelo e têm sido associadas ao recrudescimento da violência e ao aumento das mortes civis".

Veja o trecho abaixo:

“Dos soldados privados que fazem uso das armas sempre que a situação o exige, temos, somente no Iraque, algo em torno de 30 mil. Com isso, depois dos americanos, os “novos mercenários” reúnem o segundo maior “contingente” e possuem, em termos numéricos, muito mais homens do que todas as outras tropas de coalizão. Mas eles não estão em atividade apenas na Mesopotâmia. No Afeganistão, por exemplo, funcionários da empresa americana DynCorp fazem a proteção do presidente Karsai, enquanto outras empresas tomam conta dos prédios do governo e da infraestrutura; no sudoeste da Ásia e na América do Sul, eles lutam em diversos cenários contra os rebeldes, cartéis de drogas e senhores de guerra; em países africanos, eles fazem a segurança dos campos de petróleo e de diamantes. Eles estiveram em atividade em mais de 160 Estados nos últimos anos e a demanda por seus serviços não está diminuindo.” (UESSELER, R. Guerra como prestação de serviço: a destruição da democracia pelas empresas militares privadas. Traduzido por Marcio CasaNova. São Paulo: Estação Liberdade, 2008. p. 22.)

TIO SAM, quem será o próximo?


Após o final da Guerra Fria, os EUA se consolidaram ainda mais como super potência global. O acúmulo de capital permitiu grandes influências políticas e, principalmente, militar. Os interesses particulares são conquistados pelo seu poderio bélico frente a "adversários" considerados extremamente fracos militarmente, mas adversários estratégicos para continuação e afirmação da supremacia estadunidense. Diante dessa postura agressiva, o país vira alvo de ataques terroristas e é concebido como o "inimigo do Ocidente".

Quem será a próxima vítima?

Só para lembrar algumas de suas ações: Guerra do Golfo em 1991, invasão do Iraque em 2003, conformação de alianças em Israel e no mundo árabe-muçulmano, liderança de sanções contra o Irã em função das pretensões nucleares persas