domingo, 16 de novembro de 2008

Leiam: 1984, George Orwell

O livro em 1984, George Orwell, fala da transformação da realidade em forma de um romance com ficcção. É inspirado na opressão dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40 (foi escrito em 1948, porém, para vender mais os donos das gráficas convenceram o autor a mudar o título do livro, invertendo para 1984).
O livro tem por objetivo oculto criticar o stanilismo e o nazismo, e a nivelação da sociedade, a redução do indivíduo em peça para servir ao estado e ao mercado. Isso é feito através do controle total da sociedade, incluindo a repressão ao pensamento e a redução do idioma. Winstom Smith, protagonista, é um cidadão que, assim como os demais, é vigiado pelas teletelas (espelhos que captam a voz e imagem do local e, ao mesmo tempo, emite as notícias e diretrizes do partido único).
É vital para os estudantes de humanas, pois sua leitura permite fazer um paralelo com os regimes totalitários que assolaram a Europa no período de 30 e 40. Levaria aos educandos uma reflexão a cerca do período de insatisfação da sociedade.

Por Paulo Matiuzzi

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

São Paulo molda seu espaço urbano pela elevada concentração de veículos

Mariana Delfini
(notícia publicada USP Notícias)

Congestionamento
, poluição, estresse: o que mais se ouve de São Paulo é que a cidade não comporta volume tão grande de automóveis particulares e que deveria haver mais investimentos em transporte coletivo. "Cada vez mais a cidade, historicamente, se molda para receber o transporte individual", afirma o geógrafo Jaime Oliva. Em sua tese de doutorado defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, ele mostra que o uso intenso de carros particulares altera o espaço da cidade e, em decorrência disso, as relações humanas."Em São Paulo existem 4,5 milhões de automóveis, número muito superior a qualquer outra metrópole do mundo", contabiliza o pesquisador. Em seu estudo, Oliva analisou estatísticas oficiais de trânsito, fluxos de pessoas e dados sobre empreendimentos imobiliários para concluir que São Paulo está construindo uma imensa garagem. Segundo ele, estão sendo construídas estruturas imensas para acomodar os automóveis, como estacionamentos e conjuntos residenciais, em geral, com mais de duas garagens, além dos complexos viários.
Subúrbios internos: diferentemente de outras metrópoles mundiais, com destaque para as grandes cidades norte-americanas, São Paulo não sofreu um processo de "suburbanização", ou seja, não se fragmentou fisicamente distribuindo sua população para regiões próximas ao centro. Esse processo acontece como reflexo da vontade de afastamento dos problemas que as cidades apresentam, como a violência, congestionamentos, encontros desejáveis, elitização etc."Em São Paulo foi diferente: a vontade de afastamento resultou no uso intenso dos automóveis particulares e na construção de condomínios fechados que impedem o contato dos moradores com sua cidade há uma ou duas gerações", explica o geógrafo. "São Paulo construiu seus 'subúrbios internos'. Separou as pessoas mantendo-as fisicamente próximas." Uma hipótese para o não desmembramento físico da capital paulista é a falta de investimento em anéis viários que permitiriam o rápido acesso da população dos subúrbios para a cidade. "A construção desses anéis viários e dos condomínios afastados, como Alphaville, ainda é bastante recente", diz.
Transporte público: o uso do automóvel particular faz parte do modo de vida da população brasileira. "Existe a crença e a aceitação ideológica de que a passagem para o setor privado representa ascensão social, como o uso de sistema de ensino, de saúde e de transporte particulares, ao invés dos públicos." "Três automóveis e um imóvel com três garagens passam a ser um patrimônio, é um investimento para se movimentar pela cidade. Quem fez esse investimento não usa ônibus e metrô", avalia o pesquisador. "Esse segmento da população que possui automóveis é o que tem poder de reivindicação, mas não interessa a ele o investimento em transporte público." Para Oliva, a cidade não pode ser vista como um palco, mas um ingrediente da sociedade, e nós somos atores do processo de sua transformação. Mais informações:

jtoliva@gmail.com - Geógrafo com doutorado em Geografia Urbana pela Universidade de São Paulo; professor do Departamento de Geografia do UNIFIEO de Osasco e autor de várias obras didáticas em Geografia.

domingo, 28 de setembro de 2008

Mais de 900 milhões de pessoas passam fome no mundo

Mais de 900 milhões de pessoas passam fome no mundo, diz IBGE

O número
de pessoas com fome no mundo subiu de 850 milhões para 925 milhões em 2007, por causa da disparada dos preços dos alimentos, anunciou nesta quarta-feira em Roma o diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Jacques Diouf.
"O número de pessoas subnutridas antes da alta dos preços de 2007-2008 era de 850 milhões. Este número aumentou durante 2007 em 75 milhões, alcançando os 925 milhões", declarou Diouf em audiência nas Comissões das Relações Exteriores e de Agricultura do Parlamento italiano.

O índice FAO dos preços dos alimentos teve aumento de 12% em 2006 em relação ao ano anterior, de 24%, em 2007, e de 50%, durante os sete primeiros meses deste ano, acrescentou Diuf.
"É preciso investir US$ 30 bilhões por ano para duplicar a produção de alimentos e acabar com a fome", acrescentou. Diouf afirmou que "o desafio é de grandes proporções e é necessário dar de comer a 9 bilhões de pessoas em 2050".
Segundo ele, este valor é "bastante modesto" se comparado às somas desembolsadas pelos países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) em incentivo à agricultura (US$ 376 bilhões) ou aos gastos com armamento (US$ 1,2 trilhão), em 2006.

O diretor-geral da FAO reiterou que as previsões indicam que, mesmo que a produção de cereais no mundo melhore, os preços se manterão estáveis nos próximos anos e a crise dos alimentos se prolongará nos países pobres.
Metas contra a fomeOs países membros da FAO se comprometeram durante uma cúpula no início de junho em Roma a reduzir pela metade o número de pessoas que sofrem de fome até 2015, apesar da crise de alimentos, segundo a declaração final desta reunião.

Este texto, obtido após árduas negociações, reitera as conclusões das cúpulas sobre alimentação de 1996 e 2002: "Alcançar a segurança alimentar" e "reduzir à metade o número de pessoas subnutridas até 2015, no máximo".
Em Roma, Diuf considerou que, com as tendências observadas hoje, "esta meta seria alcançada em 2150 em vez de 2015". Na cúpula de Roma, os doadores se comprometeram a conceder mais de US$ 6,5 bilhões para a luta contra a fome e a pobreza.

Em julho, no ápice da crise alimentar no mundo com o início da escalada dos preços dos alimentos, a ONU e o Banco Mundial haviam alertado contra o avanço da miséria. A alta dos preços dos alimentos ameaça reverter todos os avanços globais com desenvolvimento e levar 100 milhões de pessoas em todo o mundo para baixo da linha de pobreza, advertiram no secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-Moon, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

A declaração de ambos foi feita na ilha de Hokkaido, no Japão, onde aconteceu a reunião de cúpula anual do G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia).Na ocasião, Ban e Zoellick cobraram dos países do G8 uma ação urgente para combater a atual crise e para prevenir futuras altas nos preços dos alimentos.
Segundo o secretário-geral da ONU, o mundo enfrenta três crises simultâneas e interligadas - dos alimentos, do clima e de desenvolvimento --para as quais são necessárias soluções integradas. "Nossos esforços até agora têm sido muito divididos e esporádicos. Agora é a hora de termos um enfoque diferente", afirmou Ban. "A ONU está pronta para ajudar com todos esses desafios globais", disse. Segundo ele, "todo dólar investido hoje equivale a dez amanhã ou cem no dia seguinte".

Fonte: Folha Online, Mundo, 17/09/2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sessão Parasitas - Vereadores

Este pequeno texto aplica-se a Osasco, bem como os demais municípios da Grande São Paulo...melhor...aplica-se a todos os munípios do Brasil, infelizmente!

Parasita: Indivíduo que não trabalha, habituado a viver, ou que vive, à custa alheia. Dicionário Aurélio

Em Osasco, temos 550 candidatos à vereador. São muitas pessoas querendo enriquecer a custa alheia. E temos 21 vereadores, quase todos eles estão no poder há muitos anos. Os que estão “começando agora” são filhos e netos de velhos parasitas osasquenses. 15 vereadores, dos 21 que temos, respondem processos por corrupção, metade dos candidatos a vereador também.
Pior, esses 21 vereadores nos custarão em 2008, R$ 27.448.439,00, ou seja, cada vereador nos custará R$ 1.307.068,52 nesse ano. Enquanto isso, os vereadores destinaram para secretaria de esporte, recreação e lazer R$ 10.797.919,00. Para secretaria da cultura R$ 6.371.322,00 e para a do meio ambiente R$ 4.401.718,00. É justo isso?
Vereadores não servem para nada, 89% das “leis” elaboradas por eles são nomes de ruas, o restante são leis para aumentarem seus próprios privilégios. Você se lembra de alguma lei importante que algum vereador aprovou?
Como todo parasita, eles trabalham pouco, só trabalham duas vezes por semana, as terças e quintas, e só a tarde, para não morrerem de cansaço. Tiram 3 meses de férias por ano e vivem como reis.
Mostre que você não concorda com esse jogo sujo. Nas próximas eleições vote nulo. Podemos não mudar muita coisa com isso, mas com certeza, se muitos votarem nulo, estaremos dando um tapa na cara desses parasitas.
Veja no nosso site as empresas que patrocinam os candidatos (das cidades de São Paulo e Osasco), são milhões de reais jogados fora com essas campanhas mentirosas. Veja também a “lista suja” dos candidatos das próximas eleições.

Fonte: http://www.oespectro.jor.br em Julho/Agosto de 2008